Fonte: Portal Imprensa
O Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional manifestou preocupação na última segunda-feira (4/7) com o futuro da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e defendeu a participação da emissora como parte do sistema público de comunicação.
Segundo a Agência Brasil, os
conselheiros demonstraram apreensão sobre a recente troca de presidentes
na empresa. No momento, a EBC é presidida pelo jornalista Ricardo Melo,
que retornou ao cargo depois de uma liminar concedida pelo ministro do
Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. Ele havia sido exonerado
pelo presidente interino, Michel Temer, que nomeou Laerte Rimoli para
substituí-lo.
“A EBC, na avaliação do Conselho, deve
continuar com seu desígnio histórico, negando-se a se transformar em
instrumento de manipulação, seja por parte do Estado, seja por
convicções ideológicas. A empresa deve sempre apostar no pluralismo,
dando espaço a todas as vozes da sociedade", destacou.
Um dos conselheiros, Nascimento Silva,
lembrou de “boatos” sobre o futuro da empresa, como o fim da EBC ou da
TV Brasil. “Isso não pode acontecer ou descaracterizar a televisão
pública. Há muita ameaça de mudanças da lei para diminuir a autonomia da
EBC e um boato sobre o fim do Conselho Curador ou mesmo da TV Brasil e,
por isso, é preciso ouvir a sociedade sobre os rumos da EBC”,
argumentou.
O grupo também definiu os convidados
de um seminário que deve ocorrer em 8 de agosto para debater o futuro da
empresa e seu papel social. Entre os participantes, estão Rita Freire,
presidente do Conselho Curador, Akemi Nitahara, representante dos
funcionários no Conselho e Eugênio Bucci, pesquisador especializado em
comunicação da Universidade de São Paulo.
