segunda-feira, 12 de setembro de 2016

CBN 860 KHz


CBN Rio de Janeiro é uma emissora de rádio brasileira sediada na cidade do Rio de Janeiro, capital do estado homônimo. Opera no dial AM 860 kHz, no dial FM 92,5 mHz e é co-geradora da sua programação com a CBN São Paulo. Seus estúdios se localizam na sede do Sistema Globo de Rádio na Glória, juntamente com sua co-irmã Rádio Globo Rio de Janeiro. Seus transmissores para AM estão na Ilha do Pontal, em São Gonçalo e seus transmissores para FM estão na Ilha do Sumaré, no bairro do Rio Comprido.
Vídeo: Eliseu Damasceno Matos - PY4086SWL
Local da escuta: Ouro Preto / MG


domingo, 11 de setembro de 2016

Rádio Inconfidência 6010 KHz


Uma rádio para todo o mundo. E para cada um
Cultura, informação, esporte, lazer, prestação de serviços. E, claro, música de primeiríssima qualidade. A Rádio Inconfidência é a rádio que chega até você, onde quer que você esteja.

Operando nos canais AM 880, FM 100,9 e Ondas Curtas 6010, e disponível na Internet, a emissora é o ponto de encontro de quem se interessa pelo que acontece em Minas e com os mineiros. Associada às emissoras da ARPUB, rede de rádios públicas brasileiras, e parceira de importantes veículos internacionais, como a Rádio França Internacional, a Rádio Inconfidência é também fonte de notícias de outros estados brasileiros e de todo o mundo.

Com uma programação variada e atraente, baseada na interação constante com ouvintes, artistas, formadores de opinião e entidades civis organizadas, esta é uma rádio múltipla, que se comunica, cada vez mais e com mais qualidade, com você.

Vídeo: Eliseu Damasceno Matos - PY4086SWL
ondasdoradiodx.blogspot.com.br/


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Rádio 9 de Julho prejudicada pelo Governo





 Artigo: Francisco Paes de Barros - radialista

Tenho dito reiteradamente que a radiodifusão brasileira continua anacrônica devido à política protecionista dos governos da Nova República. Política essa que privilegia parlamentares concessionários. A bancada dos radiodifusores no Congresso Nacional transformou-se em um poder independente e intocável. Suas emissoras são as principais eleitoras nas eleições municipais, estaduais e federais. Comprometem a representatividade do povo nessas esferas.

 Hoje vou dar um exemplo de que o espírito público e os ideais republicanos têm tido presença tímida na política de radiodifusão dos governos da Nova República. Nada mudou em relação ao tempo da ditadura militar. Os parlamentares e seus herdeiros, donos de rádio e de televisão, querem o poder pelo poder. São os mesmos que serviram à ditadura e hoje dão as cartas.

O exemplo a que me refiro é a Rádio 9 de Julho. No dia 2 de março de 1956, o saudoso dom Carlos Carmelo Vasconcellos, cardeal Motta, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, inaugurou a 9 de Julho.
 Por oportuno, lembro que o Cardeal Motta foi o fundador e um dos principais idealizadores da PUC-SP, em 1946. Ele também fundou o jornal “O São Paulo”. Essas três instituições – universidade, jornal e rádio – têm escrito páginas memoráveis da História do Brasil.

A 9 de Julho, no período que antecedeu sua cassação (1956-1973), era composta de estações de ondas médias (540kHz), curtas e frequência modulada (107,7 MHz). Naquela ocasião, a FM era utilizada internamente como link entre os estúdios e os transmissores. A partir de 1975, as AMs passaram a poder explorar comercialmente seus canais em frequência modulada com programações próprias. Menos a FM 9 de Julho (107,7 MHz) que, então, já estava cassada.
Em 1973, devido à forte oposição que dom Paulo Evaristo cardeal Arns, arcebispo de São Paulo, fazia ao regime militar, denunciando na Rádio 9 de Julho as torturas ocorridas nos porões da repressão, o general Garrastazu Médici, presidente da República, cassou as concessões da emissora católica de São Paulo.

Já na Nova República, o governo Sarney, através do ministro das Comunicações, Antônio Carlos Magalhães, ensaiou devolver a Radio 9 de Julho à Arquidiocese de São Paulo. Mas impôs uma condição: não seria possível voltar para São Paulo e ofereceu uma emissora em Cotia com potência (1 mil watts) bem inferior a que a 9 de Julho possuía antes do seu fechamento. Ela não conseguiria ser ouvida em São Paulo. Dom Paulo Evaristo não aceitou.

O governo Itamar Franco elaborou estudo prevendo a volta da Rádio 9 de Julho para São Paulo e reservou a faixa de 1600 kHz (ondas médias). E, em meados da década de 1990, quando o presidente Fernando Henrique resolveu verdadeiramente devolver a emissora à Igreja, o Cardeal Arns solicitou aos seus assessores um estudo de viabilidade técnica sobre o aumento de potência de 10 mil para 100 mil watts na frequência de 1600 kHz, com o intuito de compensar a perda do sinal que a emissora teria se tivesse aceitado a proposta do governo Sarney. O estudo foi apresentado ao governo FHC, que aprovou o aumento da potência. Consequentemente, anos depois, em 19 de março de 1999, a emissora voltou ao ar, sem a sua FM 107,7MHz.

Há de se registrar que a 9 de Julho foi prejudicada ao ter que mudar para  a frequência de 1600 kHz.  Vale lembrar que, após a cassação, a frequência antiga da 9 de Julho no dial (540 kHz) foi ocupada por uma emissora de propriedade de políticos ligados à ditadura militar. Políticos que conseguiram aumentar a potência de sua emissora de 10 mil para 50 mil watts. Devido à nova potência reservada no AM, aquela emissora passará a ter uma potência de 60 mil watts quando migrar para a FM. Já a Rádio 9 de Julho (AM - 100 mil watts - 1600kHz) ficou com apenas 5 mil watts se quiser migrar para a FM. Com essa potência limitada, seu sinal (som) chegará a poucos quarteirões. É uma tremenda injustiça!

O Plano de Migração do governo Dilma, lançado há três anos, foi feito em razão da dificuldade que o ouvinte tem em sintonizar uma emissora AM nas grandes cidades, geralmente sob muita interferência. As emissoras AM terão de optar: continuar nessa faixa ou migrar para a FM. O futuro das AMs que não migrarem é incerto, se bem que elas poderão pedir socorro para as redes sociais.

Dom Cláudio cardeal Hummes, então, arcebispo de São Paulo, pediu ao governo Lula, sem sucesso, a devolução da FM 9 de Julho -107,7MHz (1954-1973), cassada pelos militares.
 Resumindo, as ondas médias, curtas e de frequência modulada foram cassadas pela ditadura militar. O governo Sarney fez uma proposta indecente para a 9 de Julho voltar. Itamar Franco viabilizou a frequência (AM) de 1600 kHz, em São Paulo. O governo Fernando Henrique Cardoso restabeleceu a concessão e autorizou o aumento de potência da estação de ondas médias e não devolveu a FM 107,7MHz. O governo Lula não atendeu ao pedido para restabelecer a concessão da FM 107,7MHz cassada pelos militares. A presidente Dilma Roussef, através de seu plano de migração, não levou em consideração a história da 9 de Julho: ofereceu uma FM de baixíssima potência, que a limita a falar para alguns quarteirões.

Sem perspectiva, nessas condições, a Rádio 9 de Julho será inaudível.
 A radiodifusão brasileira é anacrônica. Exemplo: é insensível às injustiças cometidas contra uma emissora como a 9 de Julho, que dignifica a liberdade de expressão, defende o acesso a todas as informações,  defende os direitos humanos e cumpre rigorosamente o que determina a Constituição do Brasil (promoção da cultura nacional e regional).

Esses fatos me levam a concluir que a história da Rádio 9 de Julho é um estorvo ao status quo político e econômico dominante na política de radiodifusão da Nova República.

Fonte: www.radio9dejulho.com.br/noticia/estorvo-para-nova-republica

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Semana Rádio MEC 80 anos


De 4 a 8 de setembro, participe dos debates ao vivo, direto da Livraria da Travessa.

Em 2016, a Rádio MEC completa 80 anos de história na radiodifusão brasileira. Para comemorar a data, as emissoras farão uma semana especial com debates ao vivo, de 4 a 8 de setembro, diretamente da Livraria da Travessa do Leblon.

A cada dia, um tema será abordado em um bate-papo com convidados especiais, além de atrações musicais, sempre a partir das 20h, no auditório da livraria. Abrindo a semana, no domingo, 4/9, a música clássica é o destaque, com a mesa “Música Clássica: Concertos para a Juventude e um palco aberto para o novo”. Participam o produtor musical e pianista Claudio Dauelsberg, o gerente de Produção de Rádios da EBC, Marcelo Brissac, e o produtor e pesquisador musical Lauro Gomes, com a música do Quarteto cAis (quarteto de cordas formado só por mulheres).

Na segunda, 5/9, o debate volta-se para a “Educação: Das vozes do saber ao saber compartilhado”. Participam a professora e pesquisadora Marlene Blois, a radialista Denise Viola e a jornalista om ênfase na área de rádio e direitos humanos Jaqueline Deister, que foi repórter e produtora do programa Zoasom da MEC AM e Roquette-Pinto FM, e a atração musical é o Som+Eu, projeto social de educação musical para crianças e jovens no Morro da Providência.

E as crianças e jovens também serão pauta da mesa da terça, 6/9: “Infanto-juvenil: Brincando pelos buraquinhos do rádio”. O compositor e ator Tim Rescala e o ator, diretor, produtor e mímico Josué Soares estarão no debate acompanhado pela música da dupla de cantores, atores e contadores de histórias Jujuba e Ana Nogueira.

No feriado de 7/9, quarta-feira, dia do aniversário da Rádio MEC, as artes serão o tema do bate-papo: “Artes: Da Literatura ao audiovisual - as diversas linguagens nas ondas do rádio”. Além da convidada poeta e produtora do circuito de saraus Tagarela, Letícia Brito, ainda haverá um pocket teatro.

Fechando a semana, na quinta, 8/9, a música popular brasileira ganha espaço. O debate fica por conta dos especialistas Ricardo Cravo Albin, Rodrigo Faour e Tiago Alves, e a música fica por conta de Renata Jambeiro, com Lúcio Rodrigues no violão de 7 cordas.

Não perca! A entrada é franca.

Os programas serão gravados e transmitidos nas MEC AM e FM de segunda a sexta-feira, 5 a 9 de setembro.

SERVIÇO:
Semana Rádio MEC 80 anos
Auditório da Travessa do Leblon – Shopping Leblon - Rua Afrânio de Melo Franco, 290, loja 205 A

Domingo, 04/09 – 20h
Música Clássica: Concertos para a Juventude e um palco aberto para o novo. Ouça aqui este debate na íntegra. 

Segunda-feira, 05/09 – 20h
Educação: Das vozes do saber ao saber compartilhado

Terça-feira, 06/09 – 20h
Infanto-juvenil: Brincando pelos buraquinhos do rádio

Quarta-feira, 07/09 – 20h
Artes: Da Literatura ao audiovisual - as diversas linguagens nas ondas do rádio

Quinta-feira, 08/09 – 20h
MPB: O surgimento e a difusão da música urbana do nosso tempo
Produtor
Adriana Ribeiro, David Isidoro, Jose Freitas, Maíra de Assis, Marina Braz
 
Fonte: EBC

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Rádio Nacional da Amazônia completou 39 anos nesta quinta(1º) de Setembro de 2016





Há 39 anos entrava no ar, a Rádio Nacional da Amazônia, o orelhão da floresta, como descrevem os ouvintes. Orelhão da floresta porque foi o meio mais usado pelos ouvintes para entrar no ar e, muitas vezes, mandar o recado necessário, avisando o parente “Tal dia estou chegando”.

Por outro lado, quanta gente já mandou e teve sua carta lida no ar, nos microfones da Rádio Nacional da Amazônia, neste longo tempo de vida. No ano de 1987, a rádio recebeu um número recorde de cartas. Somente naquele ano, foram dois milhões 843 mil e 48 cartas chegadas nos estúdios.

Aqui mesmo no nosso Em Conta, que tem apenas oito anos de vida, tem horas em que o e-mail se agita mais, porque estamos na época da internet. Recebemos muitos e-mails no período de fazer a declaração do Imposto de Renda, quando temos um especialista convidado para responder às dúvidas. Outro momento de muita procura foi no começo do chamado Esocial, com as novas regras a serem seguidas pelas patroas na Lei das Domésticas.

Mas a gente também recebe cartas até hoje aqui no Em Conta, Rádio Nacional da Amazônia. Algumas, são cartas que nos emocionam. Por exemplo:
Sítio Dedo de Deus. Colônia Santa Rosa. São Félix do Xingu. Pará. Sua ouvinte Marta Souza:
“Gosto do Em Conta e por que? Você fala de forma que a gente entende quem ganha com isso. É o ouvinte. Muito, muito obrigado, Eduardo.”

Outra carta guardada com carinho:
Fazenda Tucumã. Pedra Grande. Almenara. Minas Gerais. Ouvinte Silvani Batista Figueiredo:
“Gosto do jeito como você apresenta o Em Conta. Me ajuda bastante no orçamento mensal e como evitar desperdício. Continue firme e seja cada vez mais você.”

Este Em Conta também apresenta o quarto episódio dos documentários “Amazônia-terra cobiçada” e “Discriminação dos Negros no Mercado de Trabalho no Brasil”.

O Em Conta– a economia que você entende- vai ao ar de segunda a sexta-feira, a partir de 12h40 na Rádio Nacional da Amazônia e de 10h40 na Rádio Nacional do Alto Solimões.  A produção é de Cleide de Oliveira. A edição e apresentação é de Eduardo Mamcasz.

Continue participando pelo nosso e-mail: emconta@ebc.com.br
Obrigado pela boa companhia.

Fonte: EBC e Redação