sábado, 15 de agosto de 2026

Rádio Saturno 6150 KHz

🪐 Radio Saturno – 6150 kHz (Rádio Free / Baixa Potência)
📡 Frequência: 6150 kHz (Onda Curta)
📍 Transmissor: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil 🇧🇷
📍 Local da escuta: Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil 🇧🇷
🕒 Hora: 2007 UTC
📅 Data: 14/08/2026
📟 Receptor: XHdata D 808 | Antena: Telescópica



segunda-feira, 10 de agosto de 2026

NHK World Radio Japan 12060 KHz

📻 Frequência: 12060Khz
🏭 Transmissor: Yamata, 🇯🇵 Japão
⚡ Potência: 300 kW
🗓️ Hora (UTC): 1936 UTC
📍 Local de Escuta: Ouro Preto, 🇧🇷 Brasil (Minas Gerais)
🔊 Receptor: Tecusn Pl 600.
📶 Antena: Loop All Band - Stars Telecom



segunda-feira, 3 de agosto de 2026

A Migração das Rádios AM para FM no Brasil: A Maior Transformação da Radiodifusão Brasileira

 Durante décadas, o rádio AM foi a voz que uniu o Brasil. Das grandes capitais às pequenas comunidades do interior, suas ondas levaram notícias, esportes, música e informação para milhões de brasileiros. Bastava ligar um rádio para ouvir a emissora local ou, durante a noite, captar estações de estados distantes graças à propagação das ondas médias.

Entretanto, a partir da segunda década do século XXI, a radiodifusão brasileira iniciou uma das maiores mudanças de sua história: a migração das emissoras AM para a faixa FM.

Essa transformação modificou a forma de fazer rádio, alterou o cenário da radioescuta e marcou o início de uma nova fase para o setor.

O rádio AM e sua importância

Por muitos anos, o AM foi o principal meio de comunicação do país. Sua grande vantagem era o alcance do sinal. Durante o dia, uma emissora podia cobrir dezenas ou centenas de quilômetros. À noite, graças à reflexão das ondas na ionosfera, esse alcance aumentava significativamente, permitindo que ouvintes e DXistas captassem emissoras situadas a milhares de quilômetros de distância.

Foi por meio do AM que o Brasil acompanhou fatos históricos, transmissões esportivas memoráveis, radionovelas e programas que marcaram gerações. Em muitas cidades, a emissora local era mais do que um veículo de comunicação: era parte da identidade da comunidade.

Por que foi necessária a migração?

Com o avanço da tecnologia, o rádio AM passou a enfrentar dificuldades cada vez maiores. O crescimento das áreas urbanas trouxe um aumento expressivo da poluição eletromagnética. Fontes de alimentação eletrônicas, computadores, carregadores, redes de internet, lâmpadas LED e diversos equipamentos passaram a gerar interferências que prejudicavam a recepção em ondas médias.

Além disso, muitos aparelhos modernos deixaram de oferecer boa recepção em AM, enquanto o público passou a preferir o FM, que apresenta áudio mais limpo e estéreo.

Outro fator importante foi o alto custo de operação das estações AM. Os transmissores consomem mais energia e exigem estruturas maiores de manutenção quando comparados aos equipamentos utilizados na faixa FM.

O início da migração

Em 2013, o Governo Federal autorizou oficialmente a migração das emissoras de ondas médias para a faixa FM, iniciando um processo que mudaria o panorama da radiodifusão brasileira. O objetivo era preservar as emissoras locais, melhorar a qualidade do áudio oferecido aos ouvintes e garantir maior competitividade frente às novas plataformas digitais.

Centenas de emissoras aderiram ao programa, enquanto outras permaneceram temporariamente no AM até a conclusão dos processos técnicos e regulatórios.

O nascimento do FM Estendido

Em muitas cidades brasileiras, a faixa tradicional de FM, entre 88 e 108 MHz, já estava praticamente ocupada. Para permitir a entrada das emissoras migrantes, foi criada a faixa conhecida como FM Estendido, compreendida entre 76,1 e 87,5 MHz.

Inicialmente, muitos ouvintes precisaram trocar seus receptores, pois os rádios antigos não cobriam essa nova faixa. Atualmente, grande parte dos automóveis novos e dos receptores modernos já oferece suporte ao FM Estendido, facilitando o acesso às emissoras migradas.

O impacto para os ouvintes

Para a maioria dos ouvintes, a mudança foi positiva. O áudio tornou-se mais limpo e a sintonia passou a ser mais estável, especialmente nos centros urbanos. Entretanto, alguns desafios também surgiram.

Enquanto o AM era capaz de cobrir grandes áreas com um único transmissor, o FM possui alcance mais limitado e depende das características do relevo. Em regiões montanhosas ou muito afastadas dos centros urbanos, algumas comunidades passaram a enfrentar dificuldades para receber determinadas emissoras.

E para os radioescutas?

Para quem pratica radioescuta e DX, a migração representou uma mudança profunda. Durante décadas, as ondas médias brasileiras ofereciam inúmeras oportunidades para a prática do DX nacional. Em noites de boa propagação, era possível identificar emissoras de praticamente todas as regiões do país.

Com a migração para o FM, o número de estações em ondas médias diminuiu significativamente, reduzindo as possibilidades de escutas de longa distância nessa faixa. 

Por outro lado, o FM também passou a despertar maior interesse entre os DXistas. Em condições favoráveis de propagação, fenômenos como a propagação troposférica e a abertura da camada Es permitem captar emissoras situadas a centenas de quilômetros, tornando o DX em FM uma modalidade cada vez mais popular.

Para os apaixonados por rádio e pela radioescuta, fica a lembrança das longas noites percorrendo o dial das ondas médias em busca de sinais distantes.





terça-feira, 14 de julho de 2026

Rádio Saturno 6.150 KHz

Rádio Saturno 🪐 6.150 khz 49 metros Belo Horizonte Minas Gerais Brasil 🇧🇷, 30/06/2026 às 16:50 h local e às 19:50 h UTC.
Tecsun PL300et
Antena: Telescópica
Vídeo: Uender Marques Dx (Colaborador do blog)




segunda-feira, 15 de junho de 2026

Review: Rádio XHDATA D-220

 O XHDATA D-220 é um rádio portátil analógico de AM, FM e Ondas Curtas que aposta na simplicidade. Com tamanho compacto, alimentação por duas pilhas AA e preço acessível, ele se tornou uma opção interessante para iniciantes na radioescuta e para quem procura um rádio de bolso para uso diário.

Especificações:

Faixas: FM, AM (Ondas Médias) e Ondas Curtas
Cobertura em OC: 5,6 MHz a 22 MHz
Alimentação: 2 pilhas AA
Saída para fones de ouvido de 3,5 mm
Antena telescópica
Peso aproximado: 180 g
Tamanho de bolso, fácil de transportar

Pontos Positivos:

Excelente custo-benefício:  Por um preço bastante baixo, o D-220 oferece acesso às principais faixas utilizadas por radioescutas, incluindo ondas curtas. 

Boa recepção em FM: A recepção FM é um dos destaques do aparelho. Diversos testes mostram boa sensibilidade para emissoras locais e regionais.

Compacto e leve: Cabe facilmente no bolso, mochila ou bagagem de viagem, sendo ideal para passeios, camping e uso em campo.

Som agradável: Apesar do tamanho reduzido, o alto-falante entrega áudio limpo e com volume suficiente para uso pessoal.

Pontos Negativos:

Sintonia difícil nas ondas curtas: O maior defeito do D-220 é a escala compacta de ondas curtas. As frequências ficam muito próximas umas das outras, exigindo movimentos extremamente delicados do dial. Isso dificulta a sintonia.

Sem recursos digitais: Não há display digital, memórias ou indicação precisa da frequência. Tudo depende da escala analógica.

Não possui SSB: Quem pretende ouvir radioamadores, utilidades ou transmissões em banda lateral única precisará de um modelo mais avançado, como o XHDATA D-808.

Desempenho para Radioescuta (DX)

Para um rádio de entrada, o desempenho em ondas curtas é bastante respeitável, quando utilizado em locais com baixo ruído elétrico. Entretanto, a sintonia exige paciência devido à escala comprimida.

Veredito Final:

O XHDATA D-220 é um rádio simples, barato e divertido para quem deseja começar no hobby da radioescuta sem investir muito dinheiro. 

Iniciantes, campistas e ouvintes ocasionais, é uma excelente compra. Para DXistas mais experientes, pode servir como rádio secundário de viagem, mas não substitui receptores mais sofisticados.

Não recomendado para:

DXistas avançados, escuta de SSB (radioamadores), quem deseja sintonia digital precisa.